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Quando Rock é apenas o nome que se tem

A dúvida que tomou conta de mim e habitou meus pensamentos essa semana que passou foi para que dia validar meu Rock Card. Pensava todo o tempo: Ai, meu Deus, e agorannn? Toda essa inquietude seria por causa de um line up incrível, que de tantas bandas boas e espalhadas por dias diversos, tornaria cruel a escolha por apenas um deles. Não, não e não. É justamente o contrário.

O Rock in Rio, que está em sua quarta edição, parece mais capenga que nunca. São 6 dias de festival e só desilusão. Primeiramente que já vinha me queixando que o festival deveria mudar de nome porque há tempos não era mais no Rio e muito menos Rock. Com a confirmação do line up da edição de 2011, ratifico ainda mais minhas convicções.

Houve quem criticasse a edição de 2001, falando que a programação estava ruim, aliada ainda ao acontecimento das garrafadas levadas por Carlinhos Brown, que foi escalado para tocar no palco principal na noite em que trazia a banda Guns n’ Roses como headline. Na minha opinião esse episódio foi “bem feito”, afinal onde a produção do line up estava com a cabeça ao colocar dois artistas de estilos e públicos completamente diferentes no mesmo line. Daria merda, claro. Mas, tirando esse incidente, a programação da terceira edição do festival, certamente foi a mais completa e coerente com os estilos musicais que compunham cada um dos dias.

Acho que o episódio das garrafadas deveria servir de alerta para que nessa edição não aconteça algo parecido, pois a forma como escalaram as bandas fez com que não se tivessem dias caracterizados por estilos como se é de costume fazer em festivais. Os line ups estão uma farofada só. O mais revoltante, no entanto, é o dia de abertura do Rock in Rio não ser ROCK e, sim, POP. Há quem diga que possa ser devido ao público brasileiro ser extremamente eclético e coisas deste tipo. Nãooooo. Tem como segmentar, há público para que o festival ganhe sua parcela de lucro, sim. Veja exemplos como Planeta Terra, Maquinária.

Enfim, é revoltante como um festival do porte do Rock in Rio não tenha competência ou know-how por parte da equipe responsável por organizar a programação para montar um evento condizente com o nome que carrega. Bons festivais apareceram por aqui (Vibezone, TIM Festival), mas sem mais nem menos foram extintos. O Brasil, de fato, ainda tem muito o que aprender com os grandes festivais que têm tradição como Lollapalooza, Glastonburry, Coachella, dentre outros.

Luana Medeiros

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